ATENÇÃO: Documento incompleto, em preparação ou revisão


⚠️ Atenção ℹ️ Informação ⏸️ Pausa ⏳Tempo 🌡️ Temperatura 🚨 Crítico


Estabelecer as diretrizes operacionais padrão para a preparação, utilização e desinfecção das Cabines de Segurança Biológica (CSB) Classe II durante a manipulação de culturas celulares in vitro, garantindo a esterilidade das amostras e a proteção do operador.

A Cabine de Segurança Biológica (frequentemente chamada de fluxo laminar) é o equipamento primário de contenção em um laboratório de cultura celular. As cabines de Classe II fornecem proteção tripla: ao operador, à amostra e ao ambiente. Isso é alcançado através de um fluxo de ar direcional que passa por filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air), removendo 99,97% das partículas em suspensão (incluindo bactérias e vírus). Um fluxo laminar contínuo de ar estéril banha a superfície de trabalho, enquanto uma cortina de ar na abertura frontal previne a entrada de ar contaminado da sala e o escape de aerossóis do interior. O respeito rigoroso à assepsia com etanol 70%, a não obstrução das grelhas de ventilação e o uso da radiação ultravioleta (UV) no pré e pós-uso são cruciais para inativar ácidos nucleicos e microrganismos, mantendo o ambiente NB-2 (Nível de Biossegurança 2) íntegro.

Ambientes

Locais de execução do procedimento no IBTEC, UNESP:

  • Laboratório de Cultura Celular (Setor L): Para o manuseio asséptico celular.


Equipamentos

  • Cabine de Segurança Biológica Classe II (Setor L).
  • Banho-maria aferido a 37°C (Setor L).
  • Estufa de cultura celular umidificada com CO₂ (Setor L).


Reagentes

Item Quantidade Notas
Etanol 70% q.s.p. Para assepsia rigorosa de superfícies e frascos.
Solução de Hipoclorito de Sódio q.s.p. Para o recipiente de descarte líquido.
Água destilada q.s.p. Para reposição no banho-maria. ⚠️ Nunca usar água deionizada/Milli-Q.


Outros materiais

Item Quantidade Notas
Recipiente para descarte de ponteiras 1 Deve permanecer dentro da cabine.
Recipiente para descarte líquido 1 Contendo hipoclorito de sódio no fundo (altura de 3 cm).
Papel absorvente q.s.p.


1. Preparativos

  1. Ligue o fluxo de ar e abra o vidro frontal apenas até a marcação/altura indicada pelo fabricante.
  2. Faça a assepsia minuciosa de todos os objetos residentes e de toda a superfície de trabalho da cabine empregando etanol 70% e papel absorvente. 🚨 CRÍTICO: Quaisquer materiais adicionais só podem ser inseridos na cabine após sua rigorosa assepsia com etanol 70%!
  3. Feche o vidro completamente, desligue o fluxo de ar e trate o ambiente interno da cabine ligando a lâmpada UV por ⏳ 15 min.
  4. Após o término do tratamento com UV, religue o fluxo de ar e abra o vidro até a altura indicada.
  5. ⏸️ Aguarde a circulação do ar por pelo menos ⏳ 15 min para a estabilização da cortina de fluxo laminar antes de iniciar qualquer manipulação.


2. Durante as manipulações

  1. Vista os EPIs adequadamente: mantenha as luvas esticadas por cima do punho do jaleco para que nenhuma área do braço ou antebraço fique exposta na área estéril.
  2. Ao gotejar meio de cultura (com ou sem células) em qualquer superfície da cabine, limpe IMEDIATAMENTE com papel absorvente e etanol 70%.
  3. ⚠️ ATENÇÃO: NUNCA tenha excesso de materiais dentro da cabine (como caixas empilhadas ou frascos desnecessários), pois obstáculos físicos desviam o ar e comprometem a formação do fluxo laminar protetor.
  4. Inspecione o banho-maria: se o nível de água estiver abaixo de 50%, reponha com água destilada. ℹ️ Nota: NUNCA utilize água deionizada ou Milli-Q no banho-maria do Setor L.
  5. Faça a assepsia de suas luvas (mãos) e da porta da estufa com etanol 70% sempre que for abrir o equipamento.
  6. 🚨 CRÍTICO: Sempre faça a assepsia de garrafas de cultivo e qualquer outro material com etanol 70% antes de levá-los à cabine ou de volta à estufa, inclusive quando retornarem da visualização no microscópio invertido.
  7. Caso observe sinais de contaminação (meio turvo, rápida mudança de cor para amarelo, ou microrganismos visíveis ao microscópio), avise imediatamente o pesquisador responsável pelo material e a coordenação técnica da sala.


3. Ao encerrar o uso

  1. Efetue a assepsia geral da cabine, limpando com etanol 70% todas as superfícies de trabalho e os itens fixos utilizados.
  2. Esvazie o recipiente de descarte de ponteiras e limpe-o interna e externamente com etanol 70%.
  3. Confira o recipiente de descarte de líquidos (hipoclorito). A solução deve estar incolor ou amarelo-esverdeada.
  4. ⚠️ Se o descarte líquido estiver cheio, feche-o bem, transfira para a pia da área de lavagem e mantenha-o em repouso por ⏳ 24h antes de eliminar seu conteúdo sob água corrente.
  5. Reponha na cabine um novo recipiente de descarte contendo solução nova de hipoclorito de sódio no fundo (altura aproximada de 3 cm).
  6. Completada a limpeza, encerre o sistema obedecendo estritamente esta ordem:

1) Desligue o fluxo de ar;

  2) Feche totalmente o vidro frontal; 
  3) Ligue a lâmpada UV por ⏳ 15 a 20 min.


  • ☀️ Riscos físicos: A irradiação com luz UV causa graves queimaduras na pele e na córnea. Sob nenhuma hipótese introduza as mãos na cabine, permaneça com o rosto próximo ao vidro ou deixe o vidro parcialmente aberto enquanto a lâmpada UV estiver acesa.
  • ☣️ Risco Biológico: O uso correto da cabine protege o operador contra a inalação de aerossóis gerados durante a pipetagem e centrifugação. Respeite sempre a altura do vidro para que a cortina de ar frontal não seja rompida.
  • 🧪 Risco Químico: A solução de hipoclorito de sódio é corrosiva e volátil. Manipule o descarte com cuidado para evitar respingos nos olhos ou mucosas.
  • 🚮 Descartes: As ponteiras utilizadas NUNCA devem ser descartadas diretamente no lixo comum da sala, mas sim no “Descarte para ponteiras” específico da cabine. ℹ️ Nota: As caixas acrílicas de ponteiras são reutilizáveis e autoclaváveis; não as descarte no lixo.


  1. Boas práticas gerais: JAMAIS é permitido o consumo de alimentos ou bebidas no laboratório. Resíduos alimentares NUNCA devem ser descartados nas lixeiras da sala, pois atraem pragas e vetores de contaminação fúngica e bacteriana.
  2. O laboratório é de uso coletivo: mantenha tudo organizado e exatamente no lugar em que você encontrou anteriormente.


Atividade Data Responsável
Criação inicial 20180501 Bárbara Grasiele Müller-Coan
Última revisão 20260327 Deilson Elgui de Oliveira
Última aprovação PENDENTE PENDENTE


© ViriCan | Grupo de Estudos em Carcinogênese Viral e Biologia dos Cânceres, UNESP. Botucatu, São Paulo, Brasil. info@virican.net https://virican.net

  • Última modificação: 20260327 19:33h (UTC-3)
  • por deo